as ideias querem virar nó... as incertezas pesadelos... os medos
bobos dragões... as frustrações o fim... seguro as lágrimas com as pontas dos
dedos... a canção que no outono me alegrava hoje embala meus devaneios
entristecidos... o futuro me parece tão longe, demora a chegar, escondo o
presente em uma cortina tênue... parei de sonhar... deixei a vida me levar...
não me aninhei em teus braços... no lugar do meu sorriso tevês meu silêncio...
a minha cumplicidade foi sufocada pela impaciência... rabisquei as letras
grafadas em linhas azuis... amassei o papel com os versos que fiz pra ti... tua
voz não ouvi... o vazio me engole... parei de sonhar.
Tu segura minha mão... e no calor da tua mão, sinto os sonhos
voltando. O ar volta aos meus pulmões. Frio e calor se misturam em um
redemoinho de sensações.
Segure minhas mãos.
Olhe nos meus olhos.
Convide-me para uma dança, e não se importe se eu pisar em teus
pés.
Parei de sonhar, por um milésimo de segundo, mas, os ventos
viraram, os olhos voltaram a brilhar, a esperança reacendeu sua chama, o futuro
está apenas começando. Aceito o tempo de um suspiro, eis o segredo da
caminhada. Segure minhas mãos e vamos, juntos, caminhando afinal o futuro nos
pertence e os sonhos são meus e teus. Nossos. Mesmo que paremos de sonhar por
um segundo, mas, saiba que eles voltam, eles sempre retornam para nós.









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