17 de dezembro de 2012

Parei de sonhar



as ideias querem virar nó... as incertezas pesadelos... os medos bobos dragões... as frustrações o fim... seguro as lágrimas com as pontas dos dedos... a canção que no outono me alegrava hoje embala meus devaneios entristecidos... o futuro me parece tão longe, demora a chegar, escondo o presente em uma cortina tênue... parei de sonhar... deixei a vida me levar... não me aninhei em teus braços... no lugar do meu sorriso tevês meu silêncio... a minha cumplicidade foi sufocada pela impaciência... rabisquei as letras grafadas em linhas azuis... amassei o papel com os versos que fiz pra ti... tua voz não ouvi... o vazio me engole... parei de sonhar.
Tu segura minha mão... e no calor da tua mão, sinto os sonhos voltando. O ar volta aos meus pulmões. Frio e calor se misturam em um redemoinho de sensações.
Segure minhas mãos.
Olhe nos meus olhos.
Convide-me para uma dança, e não se importe se eu pisar em teus pés.
Parei de sonhar, por um milésimo de segundo, mas, os ventos viraram, os olhos voltaram a brilhar, a esperança reacendeu sua chama, o futuro está apenas começando. Aceito o tempo de um suspiro, eis o segredo da caminhada. Segure minhas mãos e vamos, juntos, caminhando afinal o futuro nos pertence e os sonhos são meus e teus. Nossos. Mesmo que paremos de sonhar por um segundo, mas, saiba que eles voltam, eles sempre retornam para nós.

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