Descalço meus pés.
Abro a garrafa de vinho.
As folhas secas roçam a pele.
Rasgo o papel que envolve o chocolate.
Deslizo o lápis sobre o papel branco. As palavras surgem. A alma
grita. Os sonhos desenhados no papel.
Quero sentir os sonhos vivos, quero vive-los.
O vinho desliza pela garganta.
Espero a angústia se desvairar por aí.
Deixo a respiração mais leve, os ombros mais soltos.
Adoçar o viver, amolecer o coração.
Cantar uma canção.
Sonhos que sonho.
Os minutos passam rápidos, mas tu ainda demoras a chegar.
Talvez um cochilo diminua a espera ou me impeça de ver o
tempo passar.
O sol já se vai. O vento já vem chegando. Rabisco em um
canto do papel branco teu nome.
Calço meu tênis, vou ver se tu já estás na esquina. A garrafa
de vinho vai comigo e os versos que rabisquei para ti também.

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