4 de agosto de 2012

Decifrando códigos


A agonia corrói a alma.
Vejo a paz ao alcance das mãos, mas, não consigo tocá-la.
Os sentimentos mais certos parecem enfraquecidos.
O que está havendo?
Seria o fim dos tempos?
Inicio de novos tempos?
Apenas os bons tempos se firmando?
Agora só desejo teus braços para me proteger.
Sinto-me a menor das formigas que caminham sobre a terra seca, levantando poeira.
A garganta está seca.
O vento parou.
A noite silenciou.
Meu coração pulsa, agoniado.
Tudo que era certo parece tão incerto.
Meus pés continuam frios, mesmo enrolados em cobertas fumegantes em chamas.
As brasas estão a gelar os corpos.
Cubos de gelo queimam as pétalas de todas as rosas brancas.
O tempo parou?
Os pássaros silenciaram!
A noite se cala.
A vida incógnita constante.
Passo os suspiros que me restam decifrando códigos enigmáticos.
As cordas do violão já não emitem som qualquer.
As mãos calejadas tremulam e fraquejam ao tentar manter entre seus dedos o lápis preto.
A vida pulsa em minhas veias. Sinto cheiro de vida. Sinto cheiro de amor. Sinto cheiro de calor. Sinto medo. Sinto abafamento. Sinto esperança. Sinto frio. Sinto estar viva.
Sei que posso não decifrar os códigos da vida, das pessoas, das vidas das pessoas. Mas, são apenas códigos. E os códigos não me impedem de viver.
Até minha mente cansar continuarei decifrando códigos.







 p.s. Dedicado, em especial, para as pessoas simples, que ingenuamente tentam decifrar os códigos da vida, das pessoas, das vidas das pessoas.

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