Promessas quebradas no silêncio do olhar.
Desculpas estampadas em frágeis faces.
Mentiras guardadas no fundo da alma.
Temer a felicidade como o açúcar teme a chuva.
Saber o significado das tempestades e vendavais.
Insignificações que valem muito.
Palavras ao vento que o vento leva.
Aspas que não realçam nada.
Interrogações eternas para perguntas já respondidas.
Reticências aonde o final já chegou são em vão.
Espaços sem lugar.
Parágrafos sem sentidos.
Capítulos incompletos.
Entrelinhas cheias demais.
Rodapés vazios de vidas.
Formatações fora de qualquer padrão.
Alinhamentos encurvados.
Fontes únicas.
Tamanhos milimétricos.
Cores monocromáticas.
Arranjos desarranjados.
Melodias melosas.
Exibições indiscretas.
Revisões de passados não vividos.
Referências nada ideais.
Busco coisas sem explicação.
Busco, apenas busco.
Mesmo que a chuva cai continuarei a buscar.
Busco o eterno terminável.
Enquanto a canção ecoar em minha mente, continuarei.
Busco a fórmula para todas as perguntas responder.
Busco sonhos insonháveis.
Pesadelos que não tive, mas que atormentam a alma límpida.
Que o silêncio continue silencioso mesmo quando minhas ideias gritarem.
Busco. Apenas para não parar.
Busco viciosidades simples.
Busco as vidas, as pessoas, as vidas das pessoas que vi na bola de
cristal.
Busco a minha vida.
A nossa vida.
Busco.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Olá, muito obrigado por teu comentário!