11 de março de 2012

Devassando sonhos




 Reflexos de pessoas correndo para o perigo alucinadas. Em busca do paraíso ignoram as gotas de suor que caem pelo rosto. O paraíso existe em seus sonhos em preto e branco.
 Personagens imaginários ganham vida em devaneios infinitos.
 O céu que se tinge de rosa grená é o mesmo que resplandece o azul imperial em outrora. Olho para o céu: será ele o meu limite?
Não! Já transpuseram os limites dos céus. A imensidão vazia é meu limite infinito.
 Viro e reviro mapas em busca do caminho para os meus sonhos. A bússola não aponta mais para o norte.
 Não me desespero. Talvez deva seguir para o sul. Ou permanecer aqui?!
 A canção é a mesma há três horas.
 O sol continua quente.
 De que me adiantam os sonhos se não consigo vê-los concretizados?  Provavelmente deve ser para que eu não me contente em olhar para o céu e parta para tocá-lo pessoalmente.
 Tocar o céu...
 Uma ideia genialmente louca...
 Devasso os sonhos para separar as ideias loucas das ideias perfeitas.
 Porém as ideias perfeitas são milimetricamente calculadas perfeitas, mas não tem a emoção das ideias loucas que de tão loucas fascinam sós de pensar nelas.
 Loucas como a vida, os sonhos da gente, os sonhos da vida da gente, devassos sonhos que nos instigam a mudar de passos, correr para mais perto do céu... Buscar o finito limite dos céus e transpô-lo loucamente.
 São os sonhos em preto e branco que me permitem pintá-los com as cores que quiser. E caso queira, inclusive, repintá-los. Sim, os sonhos em preto e branco também se tornam reais.
  Sonhos refletidos no olhar perdido entre as nuvens.
 Preso na gaiola do medo tardo a ter meus sonhos coloridos.
 Rabisco na parede preta meus sonhos brancos.
 Tal qual um contorcionista, dobro-me dentro de uma mala e parto para o paraíso em que meus sonhos ganharão cor. A viagem é longa, mas o sol me acompanha fiel. Perco o medo e abro os olhos. Tudo em volta agora tem cor.       Os sonhos já podem virar realidade. Ai chega a hora de sonhar de novo e de novo. Antes que o dia acabe.


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