17 de setembro de 2011

Registros ausentes II



As palavras que não foram ditas. Silenciadas a sete chaves.
Os gestos interrompidos a um toque de se concretizarem.
A canção que tanto quis sair por entre os lábios.
O olhar que insistiu em não se desviar .
As cinzas nuvens que opacam o dia... escondendo o sol.
Nós queremos ser reconhecidos, lembrados, vistos, aplaudidos, mas deixamos que apenas conheçam a nossa aparência. Quem nos conhece de verdade? Quem há de conhecer meus verdadeiros anseios, minhas frustrações mais secretas, meus medos mais apavorantes, quem conhece?
Eu! Apenas eu, e ninguém mais e no que depender de mim ninguém jamais saberá, essa é a nossa estratégia para nos mantermos a salvo do mundo lá de fora, podermos manter nosso mundo invisível aos demais, mas nós sabemos que ele está ali bem escondidinho de todos e tudo.
Mas será que está mesmo?
Aí quando se menos espera acontece aquela situação tão inusitada, tão inesperada e o pavor se abate sobre você, afinal pode acabar descobrindo seus segredos mais secretos, seus registros ausentes pro mundo, mas totalmente presentes para você!
E o que fazer? A saída é se fechar para o mundo, esconder-se de tudo e todos. Ficar, literalmente, como um tatu dentro da sua casinha, oculto ao mundo ao seu redor.
Porém uma coisa não se pode esquecer, podemos ocultar dos outros, mudar a versão de tudo, mas não podemos nos esconder de nós mesmos, nem mentir para nós mesmos, afinal os registros ausentes estão ali bem presentes

2 comentários:

  1. Essa Andi, cada dia que passa escreve mais e mais e sempre produzindo textos ótimos...parabéns! mto bom mesmo!

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  2. hehe,é estou aprimorando =) gracias, espero atender às expectativas de todos que me apoiam e incentivam!

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