26 de setembro de 2011

Ei, psiu!



O silêncio da noite que nos engole.
Quando você se vê com mãos e pés atados.
O enganador receio da perda a nos atormentar os pensamentos.
Os devaneios que dominam o raciocinar.
Nada mais esmagador que o silêncio a gritar em nossos ouvidos.
As inevitáveis expectativas que se achegam em nós; tão tristes nos congelam as ações. Quando o silêncio se torna mais oportuno que o soar das letras.
As frustrações que teimam em atormentar nossa paz...
A tempestade passou, mas o sol está tardando a chegar...
Está frio...
Esperamos o sol aquecer-nos os olhares...
Estampar o riso gostoso na face amiga, que tranquila sempre nos acalma o espírito, essa paz inexplicável...
Aquela voz que nos traz de volta ao cruzar dos olhares que sem explicação já se entendem.
 Os passos lado a lado, cada pisar, uma certeza: o silêncio já não amedronta mais...
É nosso amigo agora o senhor silêncio.
Foi-se o tempo que o silêncio intimidava.
Ei, psiu! Ouça o silêncio! Ele é quem diz que a paz está dentro de nós, escondidinha...
Silenciam os olhares.
Nada mais há a se falar. Apenas ouvir a respiração a sufocar as teimosas palavras que insistem em abalar o silêncio.


 

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