Poder é o que me permite sonhar.
Poder sonhar em preto e branco e viver em
cores multicoloridas.
Poder sorrir quando lágrimas insistem em
cair.
Caminhar quando o corpo pede uma pausa.
Amar mesmo quando a razão diz para me
afastar.
Poder, e por poder, me sentir uma criatura
com superpoderes inesgotáveis.
Poder escrever mesmo que ninguém vá ler uma vírgula sequer.
Ler do mundo o que ainda ninguém escreveu.
Poder ter possibilidades mil de viver todos
os sonhos que quiser.
Respiro fundo. Nuvens de tempestade se aproximam
velozes. O sol já não brilha mais.
A canção no rádio silenciou.
Os sonhos esvaziaram a mente.
Os corajosos fugiram a galope.
Poder já pode não ser possível mais.
Queria tanta coisa ainda e agora parece nada
mais me restar.
Vidas que não vi passar são as mesmas com
que um dia ousei sonhar.
Gostos que ousei provar já não me agostam
mais o paladar.
Eu podia.
Hoje continuo podendo.
Por quanto tempo não sei. Apenas sei que
neste momento posso.
Possibilidades de poder que me alimentam a
alma e entorpecem a mente de ideias genialmente loucas.
Preciso mais que simples vendavais para me
afastar do que me fortalece.
Poder chorar e rir no mesmo instante.
Poder viver a vida da gente com as pessoas
que a gente escolher. Pessoas que completam a vida da gente e vem apenas a
acrescentar. Pois o que vier para diminuir minha vida não vou permitir.
A montanha mais alta posso escalar do mesmo
modo que a pequena pedra que surge em meu caminho contornar.
Possibilidades de mudar minha vida quando o
dever me permite buscar a felicidade.
Talvez o verde nem sempre seja siga em
frente. E o vermelho ao invés de gritar para parar diga de mansinho continue.
Possibilidades de poder tudo e nada ao mesmo tempo.
Possibilidades, meras possibilidades.


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