27 de maio de 2012

Coisas de outono


A sala está vazia.
As mesas e cadeiras alinhadas, com exceção de duas mesas e três cadeiras que não estão alinhadas com as demais.
As cortinas suavemente indicam que o vento que passar.
Vozes ao longe pronunciando palavras quaisquer em um idioma qualquer se tornam murmúrios indecifráveis.
A mente viaja entre espaços e tempos múltiplos.
Dois apagadores azuis singularizam o ambiente.
Passado e presente revoltos em um redemoinho de ideias.
Possibilidades que assustam.
O cheiro do café quentinho chega ao olfato, quem sabe um pedaço de chocolate meio amargo mansamente descendo para o fundo da caneca e sendo encoberto vagarosamente pelo café quente, é uma boa sugestão para esta tarde onde o verde e o laranja do outono passeiam pelos campos e campinas embalados pelo vento gelado que sopra veloz. Mas, isto apenas se for outono, pois são coisas de outono.


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