O abraço que me
envolve me entorpece de serenidade.
Ouço a respiração.
Sinto o coração que
pulsa.
Onde antes o frio estava
agora o calor das razões e emoções nos aquece.
O aroma suave.
O afago gentil.
Duas almas que
conversam em silêncio.
Assuntos impares,
vozes alteradas a logo o riso reina solto.
Raramente todas as pétalas
das flores de um ramalhete são homogêneas.
Algumas, já murchas,
exalam a fragrância dos tempos, enquanto que a belas viçosas não se cansam de
brilhar, robustas, elegantes.
O rosa que se torna bordo.
O branco que se
torna amarelo.
O tempo que se torna
história.
O abraço que para o sempre se fez hegemônico.
E era isso, com o virar das páginas, os personagens mudam de feições,
mudam de gosto, de cheiro, mas continuam personagens de muitas histórias como a
bala de goma com infinito gosto de quero mais.

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