27 de maio de 2012

E era isso

Como bala de goma com infinito gosto de quero mais...
O abraço que me envolve me entorpece de serenidade.
Ouço a respiração.
Sinto o coração que pulsa.
Onde antes o frio estava agora o calor das razões e emoções nos aquece.
O aroma suave.
O afago gentil.
Duas almas que conversam em silêncio.
Assuntos impares, vozes alteradas a logo o riso reina solto.
O olhar silencioso que tudo diz.
Raramente todas as pétalas das flores de um ramalhete são homogêneas.
Algumas, já murchas, exalam a fragrância dos tempos, enquanto que a belas viçosas não se cansam de brilhar, robustas, elegantes.
O rosa que se torna bordo.
O branco que se torna amarelo.
O tempo que se torna história.
 O abraço que para o sempre se fez hegemônico.
E era isso, com o virar das páginas, os personagens mudam de feições, mudam de gosto, de cheiro, mas continuam personagens de muitas histórias como a bala de goma com infinito gosto de quero mais. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, muito obrigado por teu comentário!