20 de outubro de 2011

A essência perdida



 Ligadas no piloto automático com a função repeat selecionada, as horas vão correndo, os dias passam voando. As vidas perderam suas essências. O sistema sugou a fugaz essência até o último miligrama.
 As ideias malucas que outrora abrilhantavam as vidas sem cor, hoje o sistema as ignora.
 A essência perdida, como em uma viagem pelo tempo, deixou as pessoas mais insensíveis. O mundo parece girar em torno de alguns umbigos.
 O futuro é caçoado, afinal por que me preocupar com os que virão, o sistema cuidará deles.
 Em outrora o riso fácil, singelo, verdadeiro, maroto, vivo, hoje é tão artificial, sem vida, sem cor.
 Amores de outrora confinados em um velho baú no sótão da casa antiga. Lá estão inertes.
 A teia de aranha majestosa é prova das vidas esquecidas, dos sonhos perdidos em uma curva qualquer da estrada por onde as vidas passam.
 Gritos são silenciados, registros ficam ausentes, as amizades que nem o tempo apagava a viajante parte em busca da essência perdida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, muito obrigado por teu comentário!