2 de outubro de 2011

Um lugarzinho no meio do nada


O sol se põe.
O vento frio que sopra no sul é o mesmo que ameniza o calor no sertão.
A noite cai. Mansa a primeira estrela da noite surge pequenina no horizonte pintado em vermelho com amarelo.
As luzes da cidade vão sendo acessas uma a uma.
De uma a uma as estrelas começam a iluminar o céu na sua imensidão.
Observando as estrelas os sonhos se achegam. A mente viaja à tempos remotos em que tudo parecia mais fácil. O mundo não era tão cruel. As pessoas eram mais humanas. Viver era muito mais simples. Bom pelo menos parecia.
É as aparências enganam.
O que um dia era doce, hoje é amargo.
A água que corre rio abaixo já não é mais a mesma.
Algumas árvores simplesmente não estão mais lá.
Pedras deixaram um espaço vazio.
Os peixes foram nadar em outras águas.
As divisas mudaram de lugar.
A estrada foi esquecida e o mato de adornou dela.
O caminho leva a um lugar esquecido no meio do nada. Onde a terra ainda tem cheiro de chocolate quando os pingos da chuva caem violentos no sensível pó da estrada de chão.
Um lugarzinho no meio do nada, onde a vida passa como um filme em minha mente.
Refúgio da alma cansada.
A terra com cheiro de chocolate. As folhas das árvores que restam em pé são meu alento. A água do riacho da vida que lava os pés cansados é a mesma água que em outrora era a brincadeira da infância.
Um lugarzinho no meio do nada com terra que tem cheiro de chocolate onde o ontem e o hoje se encontram. O que foi o que está sendo e o que será se fundam no meu viver. A terra molhada com cheiro de chocolate meu aroma predileto é onde meus pés cansados querem pisar.





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