O
sol se põe.
O
vento frio que sopra no sul é o mesmo que ameniza o calor no sertão.
A
noite cai. Mansa a primeira estrela da noite surge pequenina no horizonte
pintado em vermelho com amarelo.
As
luzes da cidade vão sendo acessas uma a uma.
De
uma a uma as estrelas começam a iluminar o céu na sua imensidão.
Observando
as estrelas os sonhos se achegam. A mente viaja à tempos remotos em que tudo
parecia mais fácil. O mundo não era tão cruel. As pessoas eram mais humanas. Viver
era muito mais simples. Bom pelo menos parecia.
É
as aparências enganam.
O
que um dia era doce, hoje é amargo.
A
água que corre rio abaixo já não é mais a mesma.
Algumas
árvores simplesmente não estão mais lá.
Pedras
deixaram um espaço vazio.
Os
peixes foram nadar em outras águas.
As
divisas mudaram de lugar.
A
estrada foi esquecida e o mato de adornou dela.
O
caminho leva a um lugar esquecido no meio do nada. Onde a terra ainda tem
cheiro de chocolate quando os pingos da chuva caem violentos no sensível pó da
estrada de chão.
Um
lugarzinho no meio do nada, onde a vida passa como um filme em minha mente.
Refúgio
da alma cansada.
A
terra com cheiro de chocolate. As folhas das árvores que restam em pé são meu
alento. A água do riacho da vida que lava os pés cansados é a mesma água que em
outrora era a brincadeira da infância.
Um
lugarzinho no meio do nada com terra que tem cheiro de chocolate onde o ontem e
o hoje se encontram. O que foi o que está sendo e o que será se fundam no meu
viver. A terra molhada com cheiro de chocolate meu aroma predileto é onde meus
pés cansados querem pisar.

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