Cálidas mãos sofridas. O suor que escorre dos
corpos cansados que lutam para sobreviver ao sistema. As rugas da preocupação
que marcam as faces cansadas.
Os pés cansados que sentem o chão ao pisá-lo,
pois o sapato está com o solado gasto, então a sola dos pés se põe a contar as
pedras tocadas.
Os ombros caídos revelam os pesos da vida já
suportados.
A brisa que toca o corpo cansado é um alento
para ele que está sob o sol que arde em sua pele.
A sombra de uma árvore é uma simples miragem
em meio às paredes de concreto.
Mas, nos gestos singelos o brilho do olhar que
me ofusca.
Um corpo cansado que abriga uma alma generosa.
O olhar perdido no horizonte busca enxergar a
esperança perdida em tempos longuinhos quando a brisa reinava nos campos então
campinas verdejante.
A brisa que vem de longe trazendo novo frescor
à face exausta, enxugando o suor que encharca a alma, é a mesma brisa que
acalma as vidas das pessoas com seu afago singelo.
Ah! A brisa! Ela que percorre os tempos, os
dias, os lugares, as pessoas, as vidas, as vidas das pessoas com carinho.
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