16 de outubro de 2011

A FOLHA E O LÁPIS



 Sobre a escrivaninha marfim com os acabamentos em mogno, repousam a folha e o lápis. Solitários sob o tampo da escrivaninha a espera do escritor.
 O escritor perdido em seus devaneios, sentado na grama recém-cortada, no abrigo da copa da arvore, observa as luzes da cidade.
 A cidade que dorme as estrelas que piscam silenciosas, a lua, e o escritor a tudo observam inerte.
 A brisa da madrugada faz um arrepio seu corpo percorrer. As luzes continuam acessas em todas as ruas.
 O grilo corta o silêncio amigo.
 A coruja em seu passeio noturno passa rente ao escritor, assustando-o.
 Ele observa à cidade, as luzes, as estrelas, a lua. A folha e o lápis continuam esquecidos sobre a escrivaninha marfim com os acabamentos em mogno esperando o retorno do escritor.

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