Sobre a
escrivaninha marfim com os acabamentos em mogno, repousam a folha e o lápis. Solitários
sob o tampo da escrivaninha a espera do escritor.
O escritor perdido
em seus devaneios, sentado na grama recém-cortada, no abrigo da copa da arvore,
observa as luzes da cidade.
A cidade que dorme
as estrelas que piscam silenciosas, a lua, e o escritor a tudo observam inerte.
A brisa da
madrugada faz um arrepio seu corpo percorrer. As luzes continuam acessas em
todas as ruas.
O grilo corta
o silêncio amigo.
A coruja em
seu passeio noturno passa rente ao escritor, assustando-o.
Ele observa à
cidade, as luzes, as estrelas, a lua. A folha e o lápis continuam esquecidos
sobre a escrivaninha marfim com os acabamentos em mogno esperando o retorno do
escritor.

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