Estou à procura de algo que me solte o riso
Que dê sentido aos meus passos
Faça-me ver a luz das estrelas mais longínquas
Carregue minha alma às cores da revolução
Os paradigmas mais profundos se desintegrem do meu ser
Procuro em uma esquina qualquer a tal da paz interior
O dito equilíbrio do chacras nosso
A felicidade que foge para longe
O calor que se dissipa no frio do olhar
Os encostos quanto mais distantes de mim melhor
Procuro o caminho em que os olhares não me persigam a cada suspirar
À tarde de domingo que me nostalgia quero alegria
O chimarrão amargo sevar olhando a noite cair
Espero os sonhos chegarem
Procuro o brilho do olhar que me completa e me faz tão bem
A brisa que me alenta nessa procura diminui a espera pelo outono
Liberdade, passos livres, braços a balançar, as pedrinhas a esbarrar nos pés descalços, procuro
Apenas procuro
Utópica procura os sonhos meus
Procuro a razão das minhas lágrimas
A cabeça pesada procura um ombro para descansar
Às idéias loucas procuro dar lucidez
Procuro tanta homogeneidade e heteroneidade neste universo linear e circular consensual
Procuro a cor dos lápis de cor
Cor que me devolva o colorido roubado de mim ingenuamente pelo aroma do café
Procuro devagar, admiro os detalhes... já tive pressa demais.


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