28 de outubro de 2011

Procuro


 Estou à procura de algo que me solte o riso
 Que dê sentido aos meus passos
 Faça-me ver a luz das estrelas mais longínquas
 Carregue minha alma às cores da revolução
 Os paradigmas mais profundos se desintegrem do meu ser
 Procuro em uma esquina qualquer a tal da paz interior
 O dito equilíbrio do chacras nosso
 A felicidade que foge para longe
 O calor que se dissipa no frio do olhar
 Os encostos quanto mais distantes de mim melhor
 Procuro o caminho em que os olhares não me persigam a cada suspirar
 À tarde de domingo que me nostalgia quero alegria
 O chimarrão amargo sevar olhando a noite cair
 Espero os sonhos chegarem
 Procuro o brilho do olhar que me completa e me faz tão bem
 A brisa que me alenta nessa procura diminui a espera pelo outono
 Liberdade, passos livres, braços a balançar, as pedrinhas a esbarrar nos pés descalços, procuro
 Apenas procuro
 Utópica procura os sonhos meus
 Procuro a razão das minhas lágrimas
 A cabeça pesada procura um ombro para descansar
 Às idéias loucas procuro dar lucidez
 Procuro tanta homogeneidade e heteroneidade neste universo linear e circular consensual
 Procuro a cor dos lápis de cor
 Cor que me devolva o colorido roubado de mim ingenuamente pelo aroma do café
 Procuro devagar, admiro os detalhes... já tive pressa demais.




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