Ligadas no piloto automático com a função
repeat selecionada, as horas vão correndo, os dias passam voando. As vidas
perderam suas essências. O sistema sugou a fugaz essência até o último miligrama.
As
ideias malucas que outrora abrilhantavam as vidas sem cor, hoje o sistema as
ignora.
A
essência perdida, como em uma viagem pelo tempo, deixou as pessoas mais
insensíveis. O mundo parece girar em torno de alguns umbigos.
O
futuro é caçoado, afinal por que me preocupar com os que virão, o sistema
cuidará deles.
Em
outrora o riso fácil, singelo, verdadeiro, maroto, vivo, hoje é tão artificial,
sem vida, sem cor.
Amores
de outrora confinados em um velho baú no sótão da casa antiga. Lá estão inertes.
A teia
de aranha majestosa é prova das vidas esquecidas, dos sonhos perdidos em uma
curva qualquer da estrada por onde as vidas passam.
Gritos
são silenciados, registros ficam ausentes, as amizades que nem o tempo apagava
a viajante parte em busca da essência perdida.

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