13 de novembro de 2011

É PRECISO MAIS.



Já não bastam mais os pequenos sonhos.
Miniatura torno-me frente os gigantes sonhos.
A janela fechada me impede de ver o sol nascer, mas mesmo assim sei que ele está nascendo.
Proclamar meus sonhos aos quatro ventos me transforma em uma gigante criatura pensante sem medo de ousar.
Preciso mais que um simples não para me abater.
É preciso sempre mais.
A música que inunda meus ouvidos esclarece os pensamentos embaralhados.
O vento que bate em minha face frágil com sutileza se vai.
É preciso sempre mais que simples ideias genialmente loucas.
Regras já não me guiam mais.
O incerto me acompanha nessa caminhados por porta retratos inatos.
Abduzir-me, erguer-me, jogar-me ao tempo, é preciso mais.
O pouco já não me basta mais.
É preciso mais.
As melodias de outrora destoaram das cores.
É preciso mais que um arco íris para devolver a cor furtada pela gravidade.
 É preciso mais que o olhar inocente da criança pequena aprendendo a ser gente grande.
Justificativas fugazes não me convencem mais.
É preciso mais que mentiras jogadas no ar para me devolver a razão.
Contos de fada cansei de esperar, o real é mais emocionante.
Emoções exploradas e sugadas ao máximo pelas minhas forças mundanas.
Um toque que me leve ao céu, eu sei que é preciso mais para entrar no céu, mas chegar à porta já me basta, por enquanto.
O príncipe encantado desencantou e surgiu em forma de um amor acidentalmente inesperado.
É preciso mais.
Mais querer, sentir, correr, pular, pintar, ler, escrever, nadar por esse todo e nada.
Tudo e nada no mesmo ponto final.
O dia voltará a ter cor assim que a noite passar.
É preciso mais que simples dor para acabar com a cor infinita.
Os sonhos em preto e branco também se tornam reais.
É eu sei é preciso mais.
Os limites das aparências transpor.
Ser feliz, ser triste, perder-se, encontrar-se.
Do escuro que brota a luz me alimento.
Os impulsos covardes disfarçam o abandono com frases ousadas e sem verdade alguma.
Para ser eterno pode durar, às vezes, apenas um segundo.

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