2 de novembro de 2011

os versos inversos



 Os livros ainda não lidos a espera do leitor.
Mentiras jogadas no ar, lixo jogado no chão.
Tudo alterado. Separações antes das uniões ditas em outrora eternas. Estranhos amigos, amigos estranhos. Almas gêmeas incompatíveis.  Talvez você sirva a carne antes da salada. Palite os dentes antes das refeições. Rasgue o papel e depois junte os pedaços mil e escreva as letras devaneadas. A ordem está inversa. Contraria do oposto.
 Os sonhos que antes no faziam viajar na imaginação cor de rosa, hoje insistem em nos fazer ver o que queremos a todo custo esconder de nós mesmos e do mundo todo. Os anseios mais bem guardados a oito chaves escancarados nos meus olhos me fazem recuar os passos, excito, mas não deixo de prosseguir na caminhada. 
 Os cachecóis usados no inverno congelante, perpassam os verões.
As alegrias sofridas, as dores alegres. O perfeito do imperfeito.
 Os latins gastos com frases lineares.
A vida da gente em preto e branco como em um raio-X perfeito.
 Os versos agora inversos.

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