Viver
e conviver conforme as regras sociais, ditas universais faz parte dos primeiros
ensinamentos.
Seguir os ensinamentos diz ser necessário para viver e
conviver em paz.
Instigam-nos a buscar respostas perdidas em
outros tempos. Verdades escondidas em velhas arcas.
Chamam de loucas as pessoas que não se submetem ao
sistema.
Coragem nos falta.
Perdidos em indagações eternas, em
conflitos que ninguém resolve em nossa
mente vã, que voa conforme
os ventos uivantes.
E se
eu me rebelar? Se criar meu próprio
sistema. Minha maneira de ser feliz. De ser eu sem vocês, seres estranhos
que me sugam a imaginação. Fantasias de
criança birrentas, que tem
seu desejo iminente não realizado,
proibido pelo sistema.
Afinal, quem é esse tal de sistema? Que rege minha e tua
vida, sem dor se dó, sem pedir permissão tira meus sapatos e
me deixa a andar de pés descalços e sonhos brancos.
Quem
diga que os corações não podem acelerar
mesmo amando outro alguém?
Quem
definiu o tal do amor?
A tal
da verdade foi perdida no meio da ventania de mentiras jogadas aos ventos que
passam velozes.
Paradigmas fincados em nosso eu mais profundo,
mais integro.
Ultrapassar, desconcertar velhos ritmos. Autonomias
e independências que não vivem sem esse tal
de sistema. Oh! Quanta autenticidade!
A beleza que conta mais que a personalidade, o
diploma do curso de status quo. Tudo desse tal de sistema. Seres estranhos de
um sistema totalmente estranho. Vidas estranhas, pessoas estranhas, vidas
estranhas de pessoas estranhas. Tudo estranho. Quem disse que é estranho? O que é estranho?
Vírus mil que infectam
nosso sistema funcional. Senhas roubadas. Acessos negados ou se tiveres sorte o
acesso restrito te pertence.
Esse
tal de sistema que deixa ausentes os mais profundos registros. Coisas antes tão preciosas, hoje tão fúteis.
O ritmo
dançante me envolve,
entro na dança. As vozes me
ensurdecem. As luzes me ofuscam.
As
conversas em off me condenam. Os segredos secretos. Os livros não lidos. As histórias não escritas. As festas
de que estou ausente. O meu lugar está vazio.
Esse
tal de sistema que me julga e me condena a segui-lo fielmente.
Ufa! Posso me rebelar e revolucionar, quem
dize que não?
Posso
tudo, tudo posso. Esse tal de sistema o
meu criar e recriar até me achar e
conhecer-me.

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