3 de novembro de 2011

Até mais



 O sol está a se pôr.
 As nuvens amarelas anunciam o fim de mais um dia.
 A chuva não veio.
Tilintares de utensílios domésticos avisa que o jantar está sendo preparado.
 Vejo a primeira estrela surgir no horizonte longínquo.
 As conversas estagnadas.  As palavras no silêncio ensurdecedor.
 Pasmos de nostalgia dominam o ar.
 A luz enfraquece.
 A brisa do entardecer se aproxima vagarosamente.
 A música melodia amiga com meus devaneios me acompanha. As ideias em outrora louca me deixam sem saber o que estou a escrever, a fazer com estas letras, palavras, frases, parágrafos, textos escritos, até mais sem sentido. Ou com sentidos mil, depende de quem ler e como ler, se ler todas as palavras ou algumas letras.
 As histórias à espera de seus personagens. Vidas paralelas quase se tocam. Batidas simultâneas.
 A névoa branca cobre os campos antes verdejantes.
O pássaro solitário em seu passeio noturno passa rasante a janela.
 Solitária com meus devaneios assisto o sol se despedir e dizer até mais. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, muito obrigado por teu comentário!