O sol
está a se pôr.
As
nuvens amarelas anunciam o fim de mais um dia.
A
chuva não veio.
Tilintares de utensílios domésticos avisa que o
jantar está sendo preparado.
Vejo
a primeira estrela surgir no horizonte longínquo.
As
conversas estagnadas. As palavras no silêncio ensurdecedor.
Pasmos
de nostalgia dominam o ar.
A luz
enfraquece.
A
brisa do entardecer se aproxima vagarosamente.
A música melodia amiga com
meus devaneios me acompanha. As ideias em outrora louca me deixam sem saber o
que estou a escrever, a fazer com estas letras, palavras, frases, parágrafos, textos
escritos, até mais sem sentido. Ou
com sentidos mil, depende de quem ler e como ler, se ler todas as palavras ou
algumas letras.
As histórias à espera de seus
personagens. Vidas paralelas quase se tocam. Batidas simultâneas.
A névoa branca cobre os
campos antes verdejantes.
O pássaro solitário em seu passeio noturno passa rasante a
janela.
Solitária com meus
devaneios assisto o sol se despedir e dizer até mais.

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