26 de novembro de 2011

PAISAGEM NA JANELA



 Da janela observo a vida passar veloz. Não sinto o vento bater na cara. O aroma da terra não chega às minhas narinas.
 O som que reina é das engrenagens do motor a trabalhar.
 A paisagem na janela muda rapidamente. Prados e serras surgem e desaparecem em um piscar.
 O que fica na fotografia é um minúsculo fragmento de tempo captado.
 Composição de imagens que não se repetirá.
 Única. Sutil. Fugaz. Momentânea. Singularidade passageira.
 Pontes em construção surgem indicando novas figuras que nascem no panorama do horizonte.
 Alguns observam indiferente a paisagem que passa na janela.
 Uma se admira.
 A outra da frente dorme seu sono do dia.
 O ônibus para.
 O trem passa.
 O vento continua constante.
 O sol brilha.
 A paisagem na janela em novas composições a todo instante.
 Não pisque.
 Fixe o olhar.
 Logo passará a paisagem na janela.

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