Da
janela observo a vida passar veloz. Não sinto o vento bater na cara. O aroma da
terra não chega às minhas narinas.
O som que reina é das engrenagens do motor a
trabalhar.
A paisagem na janela muda rapidamente. Prados e
serras surgem e desaparecem em um piscar.
O que fica na fotografia é um minúsculo fragmento
de tempo captado.
Composição de imagens que não se repetirá.
Única. Sutil. Fugaz. Momentânea. Singularidade
passageira.
Pontes em construção surgem indicando novas
figuras que nascem no panorama do horizonte.
Alguns observam indiferente a paisagem que
passa na janela.
Uma se admira.
A outra da frente dorme seu sono do dia.
O
ônibus para.
O trem passa.
O
vento continua constante.
O
sol brilha.
A
paisagem na janela em novas composições a todo instante.
Não
pisque.
Fixe
o olhar.
Logo
passará a paisagem na janela.

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