Como uma
descobridora dos sete mares, inspirada pelos desbravadores de lugares
desconhecidos inicia a jornada tal qual um descobridor.
O mapa
protegido sob a asa do braço.
O dia já está a nascer.
A rua com poucas manifestações de seres vivos já
despertos.
A cidade ainda dorme. Quase todos ainda dormem.
O despertar está próximo, mas enquanto ele não
chega o silêncio reina.
O descobridor caminha, sem medo, sem receio
pelas ruas totalmente novas para ele.
O desconhecido o estimula a caminhar mais e
mais.
Descobridor liberto de anseios pré-concebidos. A
cidade desconhecida abraça o eufórico.
Novos ventos, novos ares, novas esquinas... o
novo que fascina.
Perde-se por ruas desconhecidas que não permitem
paradas. Uma alteração no caminho planejado em singelas surpresas, apenas
singelas surpresas, pode ocasionar.
Liberto das angústias, com a alma livre, o
descobridor desbrava passo a passo, em cada esquina que para, o desconhecido de
antes agora passa a ser seu companheiro de viagem.
Tal quais velhos conhecidos, descobridor e
descobertos se mesclam como o arco íris que o chafariz da praça, em uma manhã
de sexta-feira, nos oferece como alento à alma.
Os pés cansados não querem parar.
Há muito novo para ser conhecido.
Museus a serem visitados. Praças a serem
admiradas.
Vidas a serem observadas.
Palavras a serem ditas.
Lágrimas a caírem.
Beijos a serem dados.
Abraços a nos receberem na chegada.
Ombros para apoiarem momentos de tristeza.
A sombra da árvore é um sutil abrigo passageiro.
O que fica são as imagens gravadas na mente. As
preciosidades que não couberam em fotos.









