Diz a mitologia de várias culturas que os
gatos possuem sete ou até nove vidas. Isso por eles terem capacidade de escapar
de situações que envolvam risco à sua vida, como quando caem de certa altura
atingem o solo apoiados sobre as quatro patas, o que é explicado pelo apurado
sentido de equilíbrio, girando rapidamente usando a cauda como contrapeso. E também
pelo fato de se adaptar a vida selvagem, quando abandonados em locais distantes
da civilização humana, para sobreviver passam a caçar pequenos animais. Todo
esse “jogo de cintura” dos gatos é que faz com eles sejam vistos como animais
resistentes dotados de várias vidas.
É mas não são apenas os gatos que tem esse “dom”
de se moldarem ao contexto, às exigências da sobrevivência.
As pessoas também têm mais de uma vida.
Temos a vida que idealizamos aquela que
vivemos em nossa mente.
A vida que contamos aos outros, sim afinal há
outro ser que “molde” a sua vida para ser contada aos demais?
E por fim a vida que de fato vivemos. A vida
nossa de cada dia.
Diz um poema: “A vida é tão diferente Daquilo
que sonhamos Talvez o nosso mal seja acordar!”.
Quando pequeninos as preocupações do cotidiano
mundano nem cócegas nos fazem. Por vezes o que mais desejamos é ser grande,
poder andar com os próprios pés. Fizemos planos. Filosofamos com nossos ingênuos
sonhos.
Aí quando você vê já és grande. O mundo dos
adultos já é o seu mundo. Passa a vir a tua própria vida e vai vendo os outros
viverem as suas vidas. Conhecem-se então as vidas das pessoas e você vive as
suas próprias vidas.
A vida que idealizas em teus pensamentos, em
teus devaneios.
A outra é tua vida de cada dia, aquela em que
tu sofres, frustra-se, apaixona-se, sorri, chora, sente-se vivo.
Já a terceira vida que é um pouco menos benéfica,
é a vida contada aos outros. Quantas vezes já te perguntaram como estás e você,
pelo simples receio de os outros descobrirem teus medos, anseios, falastes: ‘Estou
ótimo!”“, quando na verdade estavas em mil cacos interiormente.
São os registros ausentes de nossa persona que
acabam fazendo com que pouquíssimos nos conheçam. Sim por que dizer que conhece
uma pessoa é muito simplório, muitas vezes nem nós próprios nos conhecemos
totalmente.
A grande magia da existência consiste em viver
e conviver harmonicamente entre as nossas vidas. Dos registros ausentes partir
em busca do conhecimento e da compreensão das nossas ideologias para que então possamos
viver a vida plenamente. As vidas das pessoas em bela sinfonia ao viver sua
melodia nos trazem.
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirNossa amiga, sem dúvidas teu melhor post até agora, lindo mesmo. É a mais pura verdade, agora foi como se eu tivesse revivendo algo, meu passado, presente e futuro, minha história. O medo de como as outras pessoas, vão nos ver, o medo de como iremos nos sentir a partir da reação de uma pessoa ao nos conhecer, um sonho, uma melodia, um mundo repleto de desafios, fazem de nós verdadeiros artistas, interpretando os mais diversos papeis, uma hora mocinho, outra hora vilão, depende da interpretação de quem nos conhece, e só aqueles que realmente nos conhece bem sabem quem somos, sabem que vida vivemos.
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