27 de maio de 2016

Extremos

Esses olhos que já viram pontes e estátuas
Já não conseguiram seguras lágrimas que teimaram em cair
Há dias que os medos cegam
A dor, às vezes, dá sinais de estar bem perto
Parece querer ter certeza que ainda é capaz de produzir algum efeito
Frio e calor percorrem o corpo em uma maratona alucinante
Parecem querer ter certeza de que todos os tecidos ainda os sentem
Arrepio e suor se misturam
Sensações, sentimentos, emoções
Tudo e nada
Início e fim
Preto e branco
Doce e amargo
Lágrima e sorriso
Triste e feliz
Vivo e morto
Quanta coisa cabe no “e”?  
Entre os extremos é que a infinitude acontece.

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