21 de maio de 2014

Palavras


Letras companheiras.
Embaladas por melodias que preenchem o espaço cheio de vazios.
Os sonhos parecem tão distantes.
As pernas sem forças não se movem.
A voz não ecoa mais sufocada pelo nó que preenche a garganta.
As palavras distantes tão vazias parecem
O significado já não existe mais, perdeu-se em alguma ventania.
Sinto falta de ouvir os poemas teus.
Poemas nada poéticos, nada legíveis.
Minhas assas pararam de voar.
O vento já não sopra mais.
A calmaria me consome.
As letras dançam frente meus olhos, sem se decidirem por um único compasso.
Tudo enlouquece.
Todos enlouquecem.
As fotografias enlouquecidas esquecidas foram por entre alguma bagagem.
As letras, palavras e frases que da minha mente pulam para o papel esvaziam os pulmões.
 As letras companheiras a me acompanhar estão, enquanto minhas lágrimas enxugam.

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