Letras companheiras.
Embaladas por
melodias que preenchem o espaço cheio de vazios.
Os sonhos
parecem tão distantes.
As pernas sem
forças não se movem.
A voz não
ecoa mais sufocada pelo nó que preenche a garganta.
As palavras
distantes tão vazias parecem
O significado
já não existe mais, perdeu-se em alguma ventania.
Sinto falta
de ouvir os poemas teus.
Poemas nada
poéticos, nada legíveis.
Minhas assas
pararam de voar.
O vento já
não sopra mais.
A calmaria me
consome.
As letras
dançam frente meus olhos, sem se decidirem por um único compasso.
Tudo enlouquece.
Todos enlouquecem.
As
fotografias enlouquecidas esquecidas foram por entre alguma bagagem.
As letras,
palavras e frases que da minha mente pulam para o papel esvaziam os pulmões.
As letras companheiras a me acompanhar estão, enquanto
minhas lágrimas enxugam.

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