20 de maio de 2014

Espaço


O espaço só aumenta.
Nada para ocupar o lugar que está vagando.
O cheiro ainda impregnado em minha pele.
A gargalhada ainda ecoa pelo silêncio das paredes.
Os papéis em branco voam pela janela entreaberta.
O chão some dos meus pés.
Os murros crescem.
As lágrimas caem.
As mãos tremem.
O coração teima em continuar batendo.
A chuva cai.
Hoje o sol não virá.
Um dia talvez, volte.


Talvez, volte para o espaço que por hora vagando está.

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