O espaço só
aumenta.
Nada para
ocupar o lugar que está vagando.
O cheiro
ainda impregnado em minha pele.
A gargalhada
ainda ecoa pelo silêncio das paredes.
Os papéis em
branco voam pela janela entreaberta.
O chão some
dos meus pés.
Os murros
crescem.
As lágrimas
caem.
As mãos
tremem.
O coração
teima em continuar batendo.
A chuva cai.
Hoje o sol
não virá.
Um dia
talvez, volte.
Talvez, volte
para o espaço que por hora vagando está.

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