No inverno corro
para os braços do sol, no verão fujo desesperada por uma sombra amiga que me
abrigue do sol que arde em minha pele.
Fugaz como um
olhar corre para longe.
As estrelas tardam
a brilhar hoje.
Os artistas
famosos dos fãs se despedem sutis.
Os sonhos de
outrora foram com o vento sul para outras terras longínquas.
Os amantes se
olham, o olhar a dizer até breve.
Os amigos festejam
os dias vividos.
Pessoas se dizem
cansadas de tudo.
E sutilmente se
colocam em fugas sutis.
Fogem das
verdades.
Deixam os
objetivos deslizarem por entre os dedos frágeis que tremem.
O músico com
receio de errar as notas dos acordes observa seu instrumento largado no canto
escuro.
As fugas sutis se
alastram iguais epidemias sem fronteiras.
As desculpas
esfarrapadas.
As mentiras
jogadas no ar.
As verdades
largadas na lixeira de uma esquina qualquer.
Os pesadelos já
são companheiros fiéis em todas as noites escuras.
Palavras
verdadeiras julgadas culpadas.
Sutis fugas.

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