5 de dezembro de 2011

Sutis fugas


 Passos apressados.
 No inverno corro para os braços do sol, no verão fujo desesperada por uma sombra amiga que me abrigue do sol que arde em minha pele.
 Fugaz como um olhar corre para longe.
 As estrelas tardam a brilhar hoje.
 Os artistas famosos dos fãs se despedem sutis.
 Os sonhos de outrora foram com o vento sul para outras terras longínquas.
 Os amantes se olham, o olhar a dizer até breve.
 Os amigos festejam os dias vividos.
 Pessoas se dizem cansadas de tudo.
 E sutilmente se colocam em fugas sutis.
 Fogem das verdades.
 Deixam os objetivos deslizarem por entre os dedos frágeis que tremem.
 O músico com receio de errar as notas dos acordes observa seu instrumento largado no canto escuro.
 As fugas sutis se alastram iguais epidemias sem fronteiras.
 As desculpas esfarrapadas.
 As mentiras jogadas no ar.
 As verdades largadas na lixeira de uma esquina qualquer.
 Os pesadelos já são companheiros fiéis em todas as noites escuras.
 Palavras verdadeiras julgadas culpadas.
 Sutis fugas. 

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