9 de dezembro de 2011

E o vento levou...




O vento veloz constante com os cabelos está a brincar adoidado. Ordem sem vaga. Norma sem roteiro. Improvisação total.
Sem cessar o sopro constante contesta meus passos. Frágil caminhar.
Uma golfada de vento.
Um descuido.
Um deslize.
Um susto.
A pasta branca de papel, frágil se abre com a força do vento feroz a uivar. As folhas brancas com alguns escritos vagos, sem contestar voam com o vento. E o vento feliz leva minhas frágeis folhas brancas com meus leves escritos. Na grama verde ao longe observo as folhas em uma ciranda inocente.
O campo sem obstáculos é a pista da dança delas. Frágeis folhas brancas com alguns escritos sutis.
Sem barreiras voam as folhas com os escritos a lápis.
Folhas que vejo o vento levar.
Veloz. Como pássaros que saem do ninho para o mundo. O vento tem pressa e leva com ele as minhas folhas campinas a fora.

“Pos-scriptum”
Na vida real as folhas foram resgatadas por três guardas do campus de uma universidade (pela qual andava em um dia de sol e com o vento batendo na cara), eles as pegaram e devolveram-me as passadeiras. Vento, vento que minhas folhas literalmente levou.

2 comentários:

  1. Ihaaaa.
    Se não fosse os guardas...aquelas folhas iriam esta no Cassino a essas horas ;)
    Imaginem vocês, leitores deste blog, que literalmente perdemos as folhas e quase não teriamos mais elas conosco.
    Até as folhas em branco com alguns escritos rendem um belo texto nég colega?! Isso é o que chamo de inspiração em dia de 'vento sul'. ehhehhe

    ResponderExcluir
  2. hehehehheheheheh, com certeza....o bendito vento...e que vento!

    ResponderExcluir

Olá, muito obrigado por teu comentário!