O vento veloz constante com os cabelos
está a brincar adoidado. Ordem sem vaga. Norma sem roteiro. Improvisação total.
Sem cessar o sopro constante contesta
meus passos. Frágil caminhar.
Uma golfada de vento.
Um descuido.
Um deslize.
Um susto.
A pasta branca de papel, frágil se abre
com a força do vento feroz a uivar. As folhas brancas com alguns escritos
vagos, sem contestar voam com o vento. E o vento feliz leva minhas frágeis
folhas brancas com meus leves escritos. Na grama verde ao longe observo as
folhas em uma ciranda inocente.
O campo sem obstáculos é a pista da dança
delas. Frágeis folhas brancas com alguns escritos sutis.
Sem barreiras voam as folhas com os
escritos a lápis.
Folhas que vejo o vento levar.
Veloz. Como pássaros que saem do ninho
para o mundo. O vento tem pressa e leva com ele as minhas folhas campinas a
fora.
“Pos-scriptum”
Na vida real as folhas foram resgatadas
por três guardas do campus de uma universidade (pela qual andava em um dia de
sol e com o vento batendo na cara), eles as pegaram e devolveram-me as
passadeiras. Vento, vento que minhas folhas literalmente levou.

Ihaaaa.
ResponderExcluirSe não fosse os guardas...aquelas folhas iriam esta no Cassino a essas horas ;)
Imaginem vocês, leitores deste blog, que literalmente perdemos as folhas e quase não teriamos mais elas conosco.
Até as folhas em branco com alguns escritos rendem um belo texto nég colega?! Isso é o que chamo de inspiração em dia de 'vento sul'. ehhehhe
hehehehheheheheh, com certeza....o bendito vento...e que vento!
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