24 de junho de 2011

Sale El sol


E vem a bonança...
A brisa sopra...
O vento brinca com os fios de cabelo...
Os lábios se curvam ensaiando um tímido sorriso...
O sol surge...
Um novo ar/ um novo dia/ uma nova áurea/ uma nova esperança/ um novo sorriso/
As folhas do outono caem;
Mas não tarda os primeiros botões da primavera surgirão;
Derretendo o gelo do inverno;


No hay mal que dure cen años
Ni cuerpo que lo aguante
Y lo mejor siempre espera adelante

Y un día después de la tormenta
Cuándo menos piensas sale el sol
De tanto sumar pierdes la cuenta
Porque uno y uno no siempre son dos
Cuándo menos piensas sale el sol
Cuándo menos piensas sale el sol (sale El sol-Shakira)

Boa noite D. Insônia

Deito a cabeça no travesseiro... fico a esperar os sonhos...

Mas ao invés do sono adormecedor, ela vem de mansinho e se aconchega ao meu lado, e dali não quer sair.
Leva-me para o passado...
Revejo rostos...
Relembro gestos...
Ouço sons...
A não! Uma lágrima teima em cair...
A saudade me invade...
Um vazio me abraça...

Um suspiro me afaga...
Uma buzina na rua me traz ao presente.
Acorda!
Ainda não adormeci o sono dos justos!
Quem merece o sono dos justos?
O que seria o sono dos justos?
Justos? Quem são eles?
Ah! D. Insônia...
A senhora me maltrata... me faz lembrar de coisas que quero esquecer.
Quais coisas?
Ah não! Já chega!
Deixe lá no inconsciente, no último canto da minha mente.
Afinal o que está no passado tem seus motivos para não fazer parte do presente.
Sinto-me tão estranha nesta relação intrapessoal...
Agora me vem ao consciente a frase que uma pessoa me disse (dias após me dei por conta que era a despedida dessa pessoa):
"Wenn die Vögel zu fliegen wollen, müssen wir zu lassen sie fliegen."
(“Quando os pássaros querem voar, a gente tem que os deixar voarem.” )
Um suspiro.
Ela quis amenizar a dor da partida me deixando longe fisicamente.
Porém meu inconsciente sabia que algo estava por vir.
As ligações que não eram completadas.
O dia em que tudo aconteceu... As horas intermináveis, os dias longos, as semanas, os meses, os anos... tudo passa.
“As flores vivas um dia murcharão, mas duram a vida toda as flores do coração.”

Boa noite D. Insônia.

20 de junho de 2011

Nem o tempo apaga... Nem a distância faz esquecer...

 Pessoas que entram na nossa vida de modo silencioso, acanhadas. Quando nos damos por conta já fazem parte da nossa história. Passamos então a denominar esta relação interpessoal de amizade.

 Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego) é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas.
 A amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida.
 As relações de amizade são amplamente retratadas tanto na literatura como no cinema e na televisão: Dom Quixote e Sancho Pança, Sherlock Holmes e Watson ( essa conheço bem hehe), os Três Mosqueteiros, O gordo e o magro, Os três patetas, a série Friends, etc...

 Segundo Carl Rogers a amizade "é a aceitação de cada um como realmente ele é".
 A amizade tem muitas características, significações que damos à ela.
 E por incrível que parece até a amizade, que parece ser algo tão ingênuo, sofreu e sofre um certo pré-conceitos (é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos").
 A partir de século XX, na sociedade ocidental, que a concepção de considerar-se normal que os amigos sejam prioritariamente pessoas do mesmo sexo foi mudada, na maioria das culturas.

 Ainda assim, a amizade entre pessoas heterossexuais de sexos diferentes ainda é muitas vezes vista com a desconfiança de que não seria nada mais que um mero relacionamento com conotações sexuais, disfarçado. No Brasil frases preconceituosas deste tipo são muito encontradas na cultura popular, tais como "amigo de mulher é viado", ditas frequentemente por namorados ciumentos. Não existe, para a maioria das culturas, qualquer problema, erro ou desvio na amizade entre sexos diferentes, no entanto, é de frizar que existem sempre preconceitos aquando de uma amizade desta forma.
 Quando tentamos explicar uma amizade de como surgiu nos deparamos com alguns equívocos que podem ser cometidos. Como, por exemplo, comparar amizade com coleguismo.Em sentido mais estrito, são chamados de amigos aquelas pessoas com quem se costuma realizar atividades recreativas, tais como esportes, jogos diversos, sair à noite; ou no contexto dos adolescentes, aqueles com os quais se dão melhor na escola.Muitos apontam nisso uma confusão entre o conceito de amigo e o de colega, este sim um tipo de pessoa com o qual não há fortes laços de companheirismo, apenas interesses afins.

 Outro tipo de amizade, uma tanto na moda no momento, é a tal amizade colorida. Segundo o dicionário Houaiss, amizade colorida é um relacionamento amoroso e sexual, geralmente passageiro, sem compromisso de estabilidade ou fidelidade. Ou seja, é uma espécie de relação aberta em que pode existir uma intimidade física entre as pessoas, bem diferente de uma amizade tradicional — também chamada amizade preto-e-branco.
 Nas últimas décadas tem se tornado no Brasil um relacionamento um tanto típico. Descreve um relacionamento entre um homem e uma mulher (mas também pode ser aplicado aos relacionamentos homossexuais) onde estes são amigos, mas também costumam ter algum tipo de relação de caráter romântico-sexual, sem que tenham realmente um compromisso de namoro.
 Este tipo de relação também é descrita em ditados populares modernos, tais como  "amigos também se beijam". Embora sejam conceitos diferentes, muitos confundem a idéia de amizade colorida com os conceitos de ficada e relacionamento aberto.
No século XXI ocorreu a transformação, na verdade poderia se dizer a modernização, da amizade por correspondência para a amizade virtual. Relacionamentos de pessoas que se comunicam, hoje por internet, antes por cartas, desenvolvem entre si sentimentos idênticos ao de uma amizade tradicional, sem de fato jamais terem se conhecido pessoalmente; ou quando muito, se encontraram poucas vezes.


Independente do tipo de amizade que se mantem, o importante é valorizá-la. A  amizade independe de religião, etnia, raça, classe social, nível educacional, gênero, condição sexual e outras barreiras. Basta haver identificação, afinidade, respeito mútuo.
Infelizmente, há quem se prive da companhia de pessoas positivamente especiais em virtude de teorias sem fundamento e do preconceito (observa-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro. Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja, ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio.).
Concluo com o trecho de um poema ( extraído do Recanto das Letras) que não precisa de comentários por já falar tudo:
“Amizade é ouvido que escuta sem se escandalizar ou julgar
    E boca que dá conselhos calada sem acusar
    Mãos que afagam a cabeça com carinho e respeito
    Ombros que apóiam o rosto cansado desanimado...

    Olhos que brilham e falam...
    Levanta anda não desanima você consegue
    Amizade é jardim florido que atraem pássaros, borboletas
    Deixa a vida como flores colorida, perfumada
    Suavizando os espinhos que machucam os pés na caminhada da vida...
    Não tem medo de pedir perdão ou perdoar
    Ou de ficar sem razão... Tem e muito amor no coração
    Amizade é... O sorriso que anima
    O abraço... Que conforta...
    O carinho... que acalma
    A ajuda ... sem recompensa

    Aquele que a distância não apaga nem cala
    Amizade é..Mistério
    E rocha na beira da praia..que a água do mar bate
    Mas não desmancha.. nem leva para longe
    Sal que ..tempera a vida
    Açúcar que adoça ..a lágrima caída triste
    Amizade é apoio..não concordância

    É força, cais no porto, rocha  no momento da luta..
    Da angústia.. é a  calmaria quando a tempestade se levanta
    Amizade é a.. Palavra mais certa nas horas incertas”
Um abraço especial a todos aqueles com os quais já convivi com que convivo e com os que ainda conviverão nos caminhos da vida.
Tudo que é bom, dura tempo suficiente para ser inesquecível.
 Aos amigos de ontem, de hoje, de amanhã.


Passos...


A marca de uma pegada na areia...

A marca deixada por um passo em um caminho de barro...



A marca de pés molhados no piso espelhado...

A marca que deixamos por onde passamos...


Sherlock Holmes em muitas de suas minuciosas investigações descreve o perfil do personagem, bem como características do mesmo e até mesmo traços da personalidade do suspeito, a partir da marca deixada pelos passos do mesmo. Nos mais variados locais: em pós que foram depositados no local onde os pés repousaram por segundos (uma das mais recorrentes é o pó do cachimbo incrivelmente sempre presente em todos os contos e que geralmente acaba ficando, por um descuido, registrado em algum tapete), nas marcas dos pés no barro que a última chuva não lavou, na grama pisoteada.
 Seria interessante por um dia ter a agilidade de raciocínio de Holmes.
Acredito que assim entenderia do por que de tantas escolhas que fizemos sem saber ao certo o porquê das mesmas.
Escolhemos as pessoas com as quais convivemos. Decidimos a forma que vamos conviver com elas, harmoniosamente ou não.
Muitas vezes nos vemos de frente a uma encruzilhada: falar ou não falar dos nossos sentimentos?

Expor requer coragem.
Por vezes sentimos medo de perder o que nunca nos pertenceu. O que nem de fato parte de nós chegou a fazer.
O risco de perda, sempre gera um receio.
 Mas, ninguém, nem nada, são insubstituíveis.
Por que agimos, sofremos como se o mundo fosse acabar quando nos vimos defrontados com uma nova realidade em nosso círculo de convívios. Parece que um pedaço de nós se vai. Um vazio. Uma dor. Uma angústia.
Ou será tudo psicológico?
Coisas do nosso inconsciente?

Dizem alguns estudiosos da mente humana que inconscientemente sabemos o que vamos encontrar em cada relação que tivermos. Inconscientemente buscamos sofrer, buscamos indefinição. O que queremos é não sair da nossa zona de conforto.

 Vejo as pessoas caminhando na rua. Cada qual com os seus passos ao seu próprio ritmo. Algumas com pressa. Outras com um pouco de delicadeza ao pisar. Alguns com o passo preciso decidido.

O que se passa no pensamento de cada uma dessas pessoas é uma incógnita.
 Por vezes me pego a pensar quem são, para onde vão.
Como eu queria poder ler o pensamento alheio. Se bem que poderia descobrir informações, detalhes que poderiam não me agradar muito.
Voltando à Holmes, as marcas que deixamos consciente ou inconscientemente por onde passamos são características nossas.
Diz o saudoso Charles Chaplin: “Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.

Ainda em O Último discurso, do filme O Grande Ditador:
“O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas dos ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.

E claro não poderia encerrar sem esta de Charles:
“Durante a nossa vida:

Conhecemos pessoas que vem e que ficam,
Outras que, vem e passam.
Existem aquelas que,
Vem, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar...
Viva sua vida por você, não pelos outros! 

12 de junho de 2011

E quando as máscaras caem...



Uma imagem refletida na água serena de um lago. Um rosto. Uma expressão. Um sorriso. Uma lágrima. Uma testa franzida. Um olhar perdido.
O que você vê?
Devasse-se. Olhe para dentro de si.
 Ao invés de sermos chamados de uma sociedade de homens, seria mais apropriado denominarmo-nos de uma sociedade de máscaras.
A palavra máscara, inicialmente de origem italiana, designava uma criação fantástica.
 As máscaras que usamos são intermediárias entre a nossa essência - Anima - (Alma na conceituação de Jung) e a nossa exterioridade, Persona pela qual nos apresentamos.
 A máscara não esconde somente a identidade, mas transforma a vida de quem a possui.  

Os super-heróis colocam as máscaras e se transformam naquilo que não são na frente dos outros.
Todos usaram algum tipo de máscara.  Somos até aplaudidos quando fizemos uso de determinadas máscaras. Como aquela que você usa quando está triste, mas no seu rosto está estampado um sorriso imenso. Para algumas pessoas o nome dessa máscara é FORÇA. O motivo pela qual a usamos, o nome que damos a ela chega a ser indiferente, pois às vezes o uso delas é necessário, porém nunca indispensável. Seria muito melhor se mostrássemos o que realmente somos e o que realmente sentimos. Ainda que isso para nós seja algo ruim. 

Expor requer coragem.
Olhar para si necessita de coragem.
Não se trata de desvencilhar-nos das máscaras, como tiramos uma roupa que não vamos mais usar.
 As nossas relações também são mascaradas. Relacionar-se com determinadas pessoas apenas por interesse, e a partir desta relação estabelecida tirar algum proveito, usufruir de alguma vantagem.

Mesmo que para isso passemos por cima de nós mesmos. Ignorar nossos sentimentos, nossas  ideologias, nossas crenças até mesmo nosso bem estar físico.
Sim, somos humanos. Cada qual com suas características únicas. Não temos clones. Fisicamente até pode ter alguma tentativa de cópia. Mas, somos originais.
 Para Maria Do Rosário Stotz “o que nas relações interpessoais entre mim e o outro são duas as barreiras: a máscara que o outro usa e os óculos que eu uso. E é claro que a recíproca também é verdadeira”.
 Devassar (no sentido literal- pesquisar minuciosamente) o nosso ser, a nossa vida, ver o que de fato estamos fazendo com ela.
 Refletir criteriosamente sobre o pensar e agir. Olhar para dentro de si mesmo sem receio do que poderás vir a descobrir.
E quando as máscaras caem...
...o espetáculo acaba e, assim como as luzes que se acendem, a realidade nos cega.  





10 de junho de 2011

Explicação para os curiosos

 Em uma sociedade estereotipada um blog intitulado “devassa” gera certa curiosidade.
 Segundo o dicionário Aurélio a palavra “devassa” significa: pesquisa de novas e inquirição de testemunhas para averiguação de um fato criminoso ou presumido como tal; sindicância; os autos ou processos de que constam essas pesquisas; sumário; procura minuciosa; pequena.
 Embora a cultura popular dê outra significação à “devassa”, relacionando à mulher desprovida de pudores ou questões morais como o sexo. Aquela que se submete a tudo, que é fácil, descolada, dominadora e sedutora.
 Uma palavra de impacto. E cada um dá o sentido que quiser para ela.
 Muitas palavras têm significações variadas na cultura popular, boas e ruins, conforme o olhar que se lança sobre elas. Por exemplo, bruxa: termo usado para designar mulheres sábias detentoras de conhecimento sobre a natureza e, possivelmente, magia. O termo é muito popularizado na imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora.
  Assim como a palavra sorte: destino, fado, fatalidade, fortuna, ventura, felicidade. Sorte boa. Sorte má. 
 As significações populares estão por aí. Lembrando sempre que os termos estão inseridos em contextos, e estes devem ser levados em conta, pois é a partir do meio que em que está inserido este termo que vai ser definido seu sentido.
 Cada um de nós tem um pouco de tudo. Não somos 100% bons ou 100% ruins. Até por que se fossemos 100% alguma coisa seria um tanto monótono. 
 Mais do que agradar aos “Guardiões de opinião” devemos ser nós mesmos. Errando. Acertando. Tentando. Experimentando. Vivendo. Existindo. Diz William James “Qualquer ser humano pode mudar de vida, mudando de atitude”.
 Depende do que você quer para a sua vida, para o seu cotidiano.
 Pessoas não se definem em palavras, mas sim em atitudes.

9 de junho de 2011

Primeiras reflexões...


...Para início de conversa convido o saudoso Erico Veríssimo a nos dizer algumas palavras um tanto interessantes e vem a calhar sobre o tema de hoje:
 “Sim, eu abandonara o reino dos fantoches de papelão pintado para, conduzido por Clarissa, entrar pela porta da pensão de D. Zina no território das criaturas de carne e osso. Estava longe, porém de achar que realmente tivesse resolvido definitivamente o problema.” (trecho extraído do Prefácio de Caminhos Cruzados).
 Em qual mundo vivemos?
O mundo imaginário ou o mundo real?
Encaramos todas as situações de frente ou fugimos das decisões das conseqüências dos nossos atos...
 Passamos a maior parte da nossa vida tentando responder inúmeras perguntas sobre nosso ser, estar e permanecer.
Ser quem quer ser, ou ser quem os outros querem que nós sejamos.
Estar onde queremos com quem queremos ou por comodidade aceitar a condição na qual nos encontramos.
Permanecer no nosso mundinho individual ou partir para um mundo coletivo, compartilhar emoções, indagações, reflexões com o outro.
A escolha é individual a conseqüência coletiva, toda opção de alguma forma influência na vida dos outros.
 ...as reflexões continuam...

diz Rogério Viana...

É devassa essa mulher
que seus sonhos expõe
quando abre a vidraça?

Ser ou não ser,eis a questão...

...refletir sobre as relações intrapessoais e interpessoais desde século XXI foi o que me fez criar este blog. Um mundo cada vez mais "máquina", os sentimentos estão em segundo plano.
 A vida que estamos levando é a vida que queremos...queriamos....o que é ser devassa???