O dia me chama. A noite ainda
paira sobre o meu corpo inerte.
Os
raios de sol penetram a fresta da janela amarela.
A
cidade acorda.
O quarto
adormece.
Os
sonhos se espreguiçam,
Os
pesadelos se aconchegam.
A
vida quer pulsar, e vai pulsar assim que o medo deixar de paralisar.
Aquele
medo bobo que insiste em teimar.
De
tão teimoso até sua identidade já perdeu.
Seu
nome não se sabe.
Seu
endereço é desconhecido.
Seus
vestígios ainda se fazem sentir.
Não
se vê.
Só se
sente.
Presença
ausente.
Sem
cor.
Sem
sabor.
Somente
dor.
A dor
do desconhecido que insiste em chegar, seja dia, seja noite.
Haja
raios de sol fulminando ou estrelas cadentes a brilhar.
O
lápis que brilha em tons azuis rabisca no papel os vestígios.
De
dias gris.
De
dias normais.
De
dias que amanhecem com os sonhos que acordam em um quarto que insiste em
permanecer dormindo.
A cor
do quarto é amarela.
A cor
da vida é um arco iris.
A cor
dos dias...
... essa é da cor que eu
quiser.


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