Pois bem, sinceramente, espero que não!
Desejo do fundo das minhas entranhas que não seja apenas mais uma simples utopia.
Depois que você se “acostuma” a responder a mais chata das perguntas que te fazem, como se fosse apenas um pré-requisito, para assegurar que você não é nenhum “sem noção”, é na primeira semana de aula da graduação (na minha ao menos foi assim). Você está ali, afobado, alucinado, encantado, assustado, apavorado, agraciado, em fim um turbilhão de emoções tomam conta de ti. E vem a mais insistente das perguntas: Por que você escolheu estar aqui? Por que você escolheu Pedagogia?
Um pânico se abate sobre a pessoa. O que responder?
E vem o desespero. E como você disfarça a angústia? Dá um sorriso meio amarelo!
É nesse momento, que você toma consciência que anda com teus próprios pés, ali é você por você mesmo.
É o tão sonhado mundo acadêmico.
Chega o dia em que a realidade e o teu utopismo se encontram.
O "utopismo" consiste na idéia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo absurdamente otimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.
Você não está nem na metade da graduação e já vem gente te questionando e depois da formatura? O que tu farás como profissional da tua área? Qual o teu legado que deixarás?
Tchê! Isso é de arrepiar!
Ai você pensa: bom se não enlouqueço agora, não enlouqueço mais não!
E nesse embate frontal entre utopia e realidade, você tem que resgatar, lá no fundo do baú do teu inconsciente, trazer ao consciente os teus ideais, os teus sonhos de menina (o). Ou não, se você é daqueles que caíram um tanto “sem noção” do que fazer com seu futuro nesse curso vai atrás de uma justificativa para estares ali.
Após o choque utópico!
Quando você começa a conhecer, enxergar com os olhos acadêmicos, a realidade da educação no teu país, no mundo em que você está. Você se questiona: posso fazer algo? O que vou eu fazer no meio desse sistema já tão “consolidado”. Um sistema abandonado, secundário na lista de importância de quem deveria se importar com ele para que as coisas mudassem.
Podem me chamar de louco, de utópico demasiado... Cada um é livre para pensar o que quiser (ainda temos liberdade de pensamento).
Ocorre um insight (segundo o dicionário online, ”Originário, provavelmente, do escandinavo e do baixo alemão, insight é definido na língua inglesa como "a capacidade de entender verdades escondidas etc., especialmente de caráter ou situação" portando um sentido igual a "discernimento" ou "a capacidade para discernir a verdadeira natureza de uma situação", o ato ou o resultado de alcançar a íntima ou oculta natureza das coisas ou de perceber de uma maneira intuitiva.”) e você vê que você pode agir. Podes fazer algo.
Mas não basta querer, é preciso ação.
Aos colegas acadêmicos, futuros profissionais da educação, que nós não percamos as nossas utopias pelo caminho. Que não percamos a força de colocar em prática nossos ideais.

