26 de julho de 2011

Seria apenas mais uma simples utopia???

Pois bem, sinceramente, espero que não!
Desejo do fundo das minhas entranhas que não seja apenas mais uma simples utopia.
Depois que você se “acostuma” a responder a mais chata das perguntas que te fazem, como se fosse apenas um pré-requisito, para assegurar que você não é nenhum “sem noção”, é na primeira semana de aula da graduação (na minha ao menos foi assim). Você está ali, afobado, alucinado, encantado, assustado, apavorado, agraciado, em fim um turbilhão de emoções tomam conta de ti. E vem a mais insistente das perguntas: Por que você escolheu estar aqui? Por que você escolheu Pedagogia?

Um pânico se abate sobre a pessoa. O que responder?
E vem o desespero. E como você disfarça a angústia? Dá um sorriso meio amarelo!
É nesse momento, que você toma consciência que anda com teus próprios pés, ali é você por você mesmo.
É o tão sonhado mundo acadêmico.
Chega o dia em que a realidade e o teu utopismo se encontram.
 O "utopismo" consiste na idéia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo absurdamente otimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.
Você não está nem na metade da graduação e já vem gente te questionando e depois da formatura? O que tu farás como profissional da tua área? Qual o teu legado que deixarás?
Tchê! Isso é de arrepiar!
Ai você pensa: bom se não enlouqueço agora, não enlouqueço mais não!
E nesse embate frontal entre utopia e realidade, você tem que resgatar, lá no fundo do baú do teu inconsciente, trazer ao consciente os teus ideais, os teus sonhos de menina (o). Ou não, se você é daqueles que caíram um tanto “sem noção” do que fazer com seu futuro nesse curso vai atrás de uma justificativa para estares ali.
Após o choque utópico!
Quando você começa a conhecer, enxergar com os olhos acadêmicos, a realidade da educação no teu país, no mundo em que você está. Você se questiona: posso fazer algo? O que vou eu fazer no meio desse sistema já tão “consolidado”. Um sistema abandonado, secundário na lista de importância de quem deveria se importar com ele para que as coisas mudassem.

Podem me chamar de louco, de utópico demasiado... Cada um é livre para pensar o que quiser (ainda temos liberdade de pensamento).
Ocorre um insight (segundo o dicionário online, ”Originário, provavelmente, do escandinavo e do baixo alemão, insight é definido na língua inglesa como "a capacidade de entender verdades escondidas etc., especialmente de caráter ou situação" portando um sentido igual a "discernimento" ou "a capacidade para discernir a verdadeira natureza de uma situação", o ato ou o resultado de alcançar a íntima ou oculta natureza das coisas ou de perceber de uma maneira intuitiva.”) e você vê que você pode agir. Podes fazer algo.
Mas não basta querer, é preciso ação.
Aos colegas acadêmicos, futuros profissionais da educação, que nós não percamos as nossas utopias pelo caminho. Que não percamos a força de colocar em prática nossos ideais.


  

21 de julho de 2011

CADA...


Cada olhar
                 Cada sorriso
Cada ouvir
Cada som
Cada calar
Cada silêncio...

Cada suspiro
Cada riso
Cada lágrima
Cada piscar
Cada afago
Cada abraço
Cada silêncio...

Cada palavra
Cada gesto
Cada som
Cada sinal
Cada aperto
Cada calar
Cada silêncio...

Cada amigo
Cada amor
Cada conhecido
Cada desconhecido
Cada silêncio

Todos os cada em seu momento
Todos os cada em seu silêncio
Cada qual com seu cada
Por mais intenso, especial, inexplicável, todos os CADA são únicos.
PS  Aproveite ao máximo em todos os cada;
A vida cada qual a sua, é curta ou não depende de com o quanto de intensidade você vive cada momento.
SEJA FELIZ HOJE...

Ali...


 Com o olhar perdido entre as infinitas estrelas do universo. Por entre as constelações se põem a viajar.
Retorna ao tempo em que problema era não ter número suficiente de integrantes para o esconde-esconde. Afinal quanto mais gente, mais divertido seria.
Doença era ralar o joelho de tal modo a não ser “liberado” para a próxima brincadeira.
 Regras eram para ser modificadas a cada instante. Conforme o interesse. O qual sempre era que tudo ficasse mais engraçado, envolvente.
Medo era de não ter idéias de algo legal para fazer em uma tarde de chuva.
Punição era cada um ir para sua casa. Naquele dia a brincadeira estava encerrada.
Mas logo ali, amanhã a brincadeira recomeçava...
E já dizia a canção...
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...”
Curioso não?!
De fato, ali na frente o futuro está. Ali, bem pertinho.
E ele volta o olhar para o chão... Ali... Bem ali... O futuro está!
“E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá... ”(Aquarela-Toquinho).