20 de outubro de 2012

Quando o dia nascer


Hoje à noite vou correr na rua e deixar a chuva, que cai dançando, lave meu corpo e enxugue de minha alma todos os meus medos bobos. Que as lágrimas se juntem as gotas que caem e não retorne aos meus olhos.
Que os raios que cortam o céu negro ofusquem meu olhar.
Os trovões silenciados pela música que cantarolo em vários tons, desafinada.
Faço piruetas de balé com a ponta dos pés.
Viro cambalhotas igual criança sem medo de cair.
Olho para o céu e fecho os olhos, abro a boca e deixo que as gotas da chuva molhem a garganta. Degusto o sabor da chuva fria.
Os sonhos me abraçam, a coragem me carrega em seus braços.
Noite que passa. Madrugada que chega. Meu bem sente comigo no alto da montanha, pois, eu sei que quando o dia nascer o arco-íris brilhará!