25 de fevereiro de 2012

ENQUANTO OUÇO A CANÇÃO




A chuva cai. Nada posso fazer apenas contentar-me em vê-la cair.
A alma inquieta chora por nada poder fazer apenas aguardar os fatos se concretizarem.
Desejo que os pesadelos não passem de pesadelos. Os sonhos, estes sim quero ver virar realidade.
Minha sutil compreensão pode não compreender o porquê das lágrimas que caem. Elas apenas são mais fortes que a minha vontade de segurá-las escondidas dentro dos meus olhos.
Esquecer-me da tua fragrância é meu maior medo.
O fugaz medo de ter medo.
Tudo pode passar como a nuvem que tapa o sol por alguns segundos. Mas e se não for?
 Se o pesadelo virar realidade, o que devo fazer?
Correr não adiantaria, pois os sentimentos não me abandonam. Petrificados em meu ser me consomem.
Enquanto ouço aquela canção meu mundo interior desaba em devaneios mil. Como queria poder decidir o futuro das pessoas, as decisões que elas tomarão, mas e aí elas estarão felizes? Saberia eu qual é o caminho para a felicidade delas? Se meu próprio caminho descubro a cada dia...
Enquanto ouço a canção vejo as gotículas de água que caem juntas, incontáveis, límpidas.
Algumas luzes da cidade são acesas.
Uma bola de cristal para ver o futuro, apenas isso.
Não sofrer por antecipação, praticamente inevitável, assim como segurar as lágrimas que insistem em cair.
Um dia a chuva parará de cair e então as lágrimas secarão.
Inevitável será não se lembra dos risos partilhados.
Dos olhares trocados.
A chuva cai.
A canção ecoa.
As lágrimas caem.
Mas eu sei que o sol irá voltar. Um dia ele irá voltar. Fico a esperar a sua volta.





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